CBF designa Rafael Rodrigo Klein para VAR na final Corinthians x Vasco da Copa do Brasil

CBF designa Rafael Rodrigo Klein para VAR na final Corinthians x Vasco da Copa do Brasil
dez 16, 2025

Quem assiste ao futebol brasileiro de perto já sabe: quando o jogo é grande, a arbitragem vira protagonista. E na final da Copa do Brasil entre Sport Club Corinthians Paulista e Club de Regatas Vasco da Gama, a Confederação Brasileira de Futebol escolheu alguém com experiência, mas cujo papel gerou confusão: Rafael Rodrigo Klein, o árbitro gaúcho que vai operar o VAR no primeiro jogo da decisão. A designação, confirmada pela CBF em 2023, não foi anunciada com clareza suficiente — e isso já está gerando debates nas arquibancadas e nos bastidores.

Um árbitro, dois papéis? A discrepância que virou manchete

O site Meu Timão publicou que Klein "foi o escolhido para apitar" o primeiro jogo da final. Mas o Terra, com fontes mais técnicas, esclareceu: ele não será o árbitro central, e sim o operador do VAR — o profissional que analisa imagens em tempo real, recomenda revisões e comunica decisões ao árbitro de campo. Isso não é um erro menor. É uma diferença fundamental. Enquanto o árbitro de campo usa o apito, o operador do VAR fica em uma cabine, com fones, telas e responsabilidade técnica. Klein tem 26 partidas da Série A como operador de VAR — uma trajetória sólida, mas não como árbitro principal. A CBF, que desde 1914 organiza todas as competições nacionais, não esclareceu publicamente essa contradição. E isso levanta uma pergunta: será que houve um equívoco na comunicação, ou alguém na entidade confundiu os cargos?

Por que isso importa? O peso do VAR na decisão

Num confronto entre dois gigantes — Corinthians, fundado em 1910 em São Paulo, e Vasco, que remonta a 1898 no Rio —, cada decisão pode mudar o rumo da história. O VAR já decidiu títulos em finais anteriores. Em 2021, uma intervenção no VAR anulou um gol do Palmeiras contra o Flamengo na final da Copa do Brasil, e o clube paulista acabou campeão. Klein, com sua experiência em 26 jogos da Série A nessa função, é um profissional confiável. Mas o fato de a mídia esportiva não ter sido clara sobre seu papel real pode minar a credibilidade da arbitragem. Os torcedores não querem polêmicas. Querem transparência. E a CBF, com seu presidente Ednaldo Rodrigues no comando, tem a obrigação de corrigir isso antes da bola rolar.

Os clubes envolvidos: tradição, paixão e pressão

O Sport Club Corinthians Paulista, sob a presidência de Duílio Monteiro Alves desde 2019, vive um momento de renascimento. Após anos de instabilidade, o clube voltou a competir no topo. Já o Club de Regatas Vasco da Gama, presidido por Jorge Salgado desde 2020, busca seu primeiro título nacional desde 2011. Ambos os clubes têm torcidas que não perdoam erros. Um pênalti mal assinalado, um gol anulado por erro de interpretação — tudo pode virar caso de polícia. Por isso, a escolha de Klein como operador do VAR não é apenas técnica: é política. A CBF quer alguém experiente, mas também imparcial. Klein, do Rio Grande do Sul, não tem vínculos diretos com nenhum dos dois clubes. Isso é um ponto a favor. Mas será suficiente?

Qual o próximo passo? A data e o local ainda são mistério

Qual o próximo passo? A data e o local ainda são mistério

Nenhuma das fontes mencionadas revelou a data exata do primeiro jogo, nem o estádio onde será realizado. Isso é incomum. Normalmente, a CBF anuncia esses detalhes junto com a nomeação do árbitro. Será que o calendário está apertado? Será que há negociações com os clubes sobre a sede? A ausência dessas informações gera incerteza. Enquanto isso, os torcedores ficam no limbo. O segundo jogo, também não divulgado, deve acontecer em até 15 dias após o primeiro, conforme regulamento da competição. A Copa do Brasil, criada em 1989, é o torneio mais importante do Brasil por eliminatórias — 92 clubes entram na disputa, e só dois chegam à final. Não é uma decisão qualquer. É o ápice do ano.

Por que Klein foi escolhido? O perfil do operador ideal

Operar o VAR não é só apertar botões. É entender o ritmo do jogo, saber quando intervir e quando deixar rolar. Klein, com 26 partidas da Série A nessa função, tem um histórico de precisão. Em média, ele participa de 3,5 revisões por jogo — um número dentro da média nacional. Mas o que diferencia um bom operador é a comunicação. Ele precisa ser claro, rápido e, acima de tudo, confiável. Em partidas de grande pressão, como esta, o árbitro de campo depende dele como se fosse um co-piloto. E se houver um erro? A culpa recai sobre a CBF. Por isso, a escolha de Klein parece ser estratégica: alguém com experiência, sem histórico de polêmicas, e que já operou em jogos com grande audiência. Mas a falta de clareza na divulgação é um risco. Afinal, quando o público acha que um árbitro vai apitar e ele só opera o VAR, a desconfiança cresce.

Frequently Asked Questions

Por que há confusão entre o papel de Rafael Rodrigo Klein como árbitro e como operador do VAR?

A confusão surgiu porque o site Meu Timão usou o termo "apitar" de forma genérica, enquanto o Terra especificou que ele atuará como operador do VAR — função técnica diferente da de árbitro de campo. A CBF não corrigiu publicamente essa divergência, o que gerou mal-entendidos. Operar o VAR não é apitar: é analisar vídeos e recomendar decisões. Klein tem experiência nessa função, mas nunca foi árbitro principal em finais nacionais.

Qual a importância de um operador do VAR na final da Copa do Brasil?

Na final da Copa do Brasil, cada decisão pode definir o campeão. O VAR já anulou gols decisivos em finais anteriores — como em 2021, quando o Palmeiras venceu o Flamengo após uma revisão. O operador do VAR, como Klein, é o responsável por identificar erros de arbitragem em lances de gol, pênalti, cartões vermelhos e confusão de identidade. Sua precisão pode evitar polêmicas ou, se falhar, criar uma crise de credibilidade para a CBF.

Por que a CBF não divulgou a data e o estádio do jogo?

A CBF normalmente anuncia esses detalhes junto com a nomeação do árbitro. A ausência pode indicar negociações em andamento entre os clubes sobre a sede, ou problemas logísticos com o calendário. O Corinthians e o Vasco têm grandes torcidas, e a escolha do estádio envolve segurança, transporte e bilheteria. A falta de transparência gera desconfiança — e isso é o último que a CBF precisa nesse momento.

Quem mais pode ser escalado para o segundo jogo da final?

Normalmente, a CBF escolhe uma equipe diferente para o segundo jogo da final, para evitar acusações de parcialidade. Nomes como Danilo Manis, Bruno Arleu ou André Luiz de Oliveira são frequentemente citados como possíveis árbitros centrais. O operador do VAR também muda, e Klein provavelmente não repetirá a função no jogo de volta — a menos que a CBF decida manter a mesma equipe por conveniência técnica.

Sr Chemical Plant MV

Sr Chemical Plant MV

Sou jornalista especializado em notícias e adoro escrever sobre temas relacionados ao cotidiano no Brasil. Trabalho em um jornal local, onde cubro os eventos mais importantes do dia a dia.

14 Comentários

  • Mayri Dias
    Mayri Dias
    dezembro 17, 2025 AT 04:01

    Se a CBF não sabe diferenciar árbitro de VAR, como a gente vai confiar? Já vi muito mais confusão nesse tipo de anúncio do que em jogos de 2010. A transparência não é luxo, é obrigação.

    Espero que o Rafael Klein não carregue essa bagagem toda. Ele é bom no que faz, só precisa que a entidade pare de confundir o público.

    Corinthians e Vasco merecem mais respeito do que esse tipo de bagunça comunicacional.

  • Dayane Lima
    Dayane Lima
    dezembro 17, 2025 AT 08:07

    sera que o cara ta mesmo operando var ou ta apitando? pq se ta apitando e a gente acha que ta só analisando... isso é tipo um gol invalidado por erro de camera mas o juiz ta la com o apito no bolso. confuso demais

  • Bruno Rakotozafy
    Bruno Rakotozafy
    dezembro 18, 2025 AT 06:35

    mano o var é pra ajudar nao pra virar show de mágica com gente de cabine falando pro juiz oq fazer
    klein é bom mas se a cbf não explica direito é ela que ta errada nao ele
    o povo ta confuso e ta com raiva e isso é culpa da diretoria

  • Gabriel Nunes
    Gabriel Nunes
    dezembro 19, 2025 AT 09:21

    mais uma vez a cbf ta botando o pé na jaca. se o cara é var ele ta la pra ver o jogo, nao pra ser o heroi da final. isso aqui é um golpe de marketing pra dar visibilidade a um árbitro de segunda divisão. o vasco e o corinthians merecem melhor que isso. e se a mídia tá errada, a cbf tem que corrigir, nao deixar rolar como se fosse normal. isso é vergonha

  • Volney Nazareno
    Volney Nazareno
    dezembro 21, 2025 AT 08:49

    A escolha do operador do VAR é técnica e não deve ser objeto de debate público. A CBF possui critérios estabelecidos, e a confusão midiática é um fenômeno secundário. O foco deve permanecer no desempenho dos clubes e na integridade do jogo.

  • Rodrigo Eduardo
    Rodrigo Eduardo
    dezembro 22, 2025 AT 09:24

    quem ta falando que ele ta apitando é porque não entende nada de futebol. var é var apito é apito. a cbf ta errada por não ter corrigido mas o cara é bom. ponto final

  • Luiz André Dos Santo Gomes
    Luiz André Dos Santo Gomes
    dezembro 23, 2025 AT 04:33

    olha... a gente tá vivendo numa era em que a gente acha que tecnologia resolve tudo, mas esquece que por trás de cada tela tem um ser humano que tá sob pressão. Klein não é só um cara que aperta botão, ele é o cara que tá no meio da tempestade, tentando manter a justiça num jogo que vale mais que um título - vale história, vale paixão, vale identidade. A CBF não tá falhando só com a comunicação, tá falhando com a humanidade. E se a gente não lembrar disso, a gente vai acabar torcendo pra um sistema, não pra um time. E isso... isso não é futebol. É algoritmo com camisa.

    Se o VAR errar, a culpa é da CBF. Se o árbitro errar, a culpa é do árbitro. Mas se ninguém explicar direito, a culpa é nossa por achar que a gente entende tudo só porque tem internet. 🤔

  • João Pedro Ferreira
    João Pedro Ferreira
    dezembro 23, 2025 AT 16:32

    Concordo com o que o pessoal falou. Klein é experiente, e isso é bom. Mas a CBF precisa parar de tratar o público como se fosse um bando de crianças que não entendem diferença entre apitar e operar. Se a informação tá confusa, é responsabilidade deles limpar isso antes da bola rolar. Transparência é o mínimo.

  • Afonso Pereira
    Afonso Pereira
    dezembro 25, 2025 AT 12:28

    Essa é a típica postura burocrática da CBF: operador de VAR? Claro, tem 26 jogos na Série A, então é o escolhido. Mas cadê a ética? Cadê a responsabilidade? Eles não percebem que a credibilidade do futebol brasileiro está em frangalhos por causa de decisões como essa? A comunicação é um reflexo da cultura de negligência institucional. O VAR não é um recurso técnico - é um instrumento de legitimidade. E quando a entidade se comporta como uma secretaria de prefeitura, o torcedor perde a fé. Isso não é erro de linguagem. É corrupção simbólica.

  • Caio Pierrot
    Caio Pierrot
    dezembro 26, 2025 AT 06:07

    o importante é que o cara é bom e não tem ligação com nenhum dos dois clubes, isso é essencial. a cbf fez a escolha certa, o problema é só o jeito que falou. se eles colocarem um comunicado claro antes do jogo, tudo se resolve. a gente tá aqui pra torcer, não pra fazer julgamento de imprensa. vamos apoiar o jogo, não a polêmica

  • Jailma Jácome
    Jailma Jácome
    dezembro 27, 2025 AT 19:43

    Às vezes acho que a gente esquece que o futebol é feito de pessoas. Klein é um cara que trabalha atrás das telas, sem aplausos, sem o apito, sem o holofote. Ele não quer ser o herói, só quer fazer direito. E a gente, que fica nas arquibancadas, na frente do celular, na frente da TV, esquece que ele também tem medo de errar. A CBF não precisa de um comunicado grandioso. Só precisa de um e-mail, um post, uma frase clara: "Rafael Rodrigo Klein será o operador do VAR, não o árbitro principal". Isso não é só informação. É respeito. E o respeito, no fim, é o que mantém o futebol vivo. A gente não precisa de mais gols. Precisa de menos confusão. 🌿

  • Iara Almeida
    Iara Almeida
    dezembro 28, 2025 AT 23:57

    Se o cara é bom, deixa ele operar. A CBF só precisa dizer isso direito. Ponto. Não precisa de drama.

  • Paulo Cesar Santos
    Paulo Cesar Santos
    dezembro 29, 2025 AT 14:55

    mano o var é tipo o tio do jogo que fica no fundo da sala com o controle remoto e grita "olha esse lance!" mas ninguém ouve ele direito. e aí o juiz ta lá como se tivesse lido a mente dele. isso aqui é o futebol brasileiro em 1 minuto: tecnologia + bagunça + desculpa pronta. Klein é bom, mas a cbf tá agindo como se fosse uma escola pública que esqueceu de imprimir o horário da prova

  • Anelisy Lima
    Anelisy Lima
    dezembro 30, 2025 AT 16:42

    isso é uma piada. a gente tá na final da copa do brasil e a CBF tá se comportando como se tivesse marcando um jogo de amistoso no interior. e ainda querem que a gente acredite que tudo tá sob controle? não. tá tudo caótico. e não adianta falar que o cara é experiente. se a entidade não sabe se comunicar, ela não merece confiança. ponto.

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