Quem assiste ao futebol brasileiro de perto já sabe: quando o jogo é grande, a arbitragem vira protagonista. E na final da Copa do Brasil entre Sport Club Corinthians Paulista e Club de Regatas Vasco da Gama, a Confederação Brasileira de Futebol escolheu alguém com experiência, mas cujo papel gerou confusão: Rafael Rodrigo Klein, o árbitro gaúcho que vai operar o VAR no primeiro jogo da decisão. A designação, confirmada pela CBF em 2023, não foi anunciada com clareza suficiente — e isso já está gerando debates nas arquibancadas e nos bastidores.
Um árbitro, dois papéis? A discrepância que virou manchete
O site Meu Timão publicou que Klein "foi o escolhido para apitar" o primeiro jogo da final. Mas o Terra, com fontes mais técnicas, esclareceu: ele não será o árbitro central, e sim o operador do VAR — o profissional que analisa imagens em tempo real, recomenda revisões e comunica decisões ao árbitro de campo. Isso não é um erro menor. É uma diferença fundamental. Enquanto o árbitro de campo usa o apito, o operador do VAR fica em uma cabine, com fones, telas e responsabilidade técnica. Klein tem 26 partidas da Série A como operador de VAR — uma trajetória sólida, mas não como árbitro principal. A CBF, que desde 1914 organiza todas as competições nacionais, não esclareceu publicamente essa contradição. E isso levanta uma pergunta: será que houve um equívoco na comunicação, ou alguém na entidade confundiu os cargos?Por que isso importa? O peso do VAR na decisão
Num confronto entre dois gigantes — Corinthians, fundado em 1910 em São Paulo, e Vasco, que remonta a 1898 no Rio —, cada decisão pode mudar o rumo da história. O VAR já decidiu títulos em finais anteriores. Em 2021, uma intervenção no VAR anulou um gol do Palmeiras contra o Flamengo na final da Copa do Brasil, e o clube paulista acabou campeão. Klein, com sua experiência em 26 jogos da Série A nessa função, é um profissional confiável. Mas o fato de a mídia esportiva não ter sido clara sobre seu papel real pode minar a credibilidade da arbitragem. Os torcedores não querem polêmicas. Querem transparência. E a CBF, com seu presidente Ednaldo Rodrigues no comando, tem a obrigação de corrigir isso antes da bola rolar.Os clubes envolvidos: tradição, paixão e pressão
O Sport Club Corinthians Paulista, sob a presidência de Duílio Monteiro Alves desde 2019, vive um momento de renascimento. Após anos de instabilidade, o clube voltou a competir no topo. Já o Club de Regatas Vasco da Gama, presidido por Jorge Salgado desde 2020, busca seu primeiro título nacional desde 2011. Ambos os clubes têm torcidas que não perdoam erros. Um pênalti mal assinalado, um gol anulado por erro de interpretação — tudo pode virar caso de polícia. Por isso, a escolha de Klein como operador do VAR não é apenas técnica: é política. A CBF quer alguém experiente, mas também imparcial. Klein, do Rio Grande do Sul, não tem vínculos diretos com nenhum dos dois clubes. Isso é um ponto a favor. Mas será suficiente?
Qual o próximo passo? A data e o local ainda são mistério
Nenhuma das fontes mencionadas revelou a data exata do primeiro jogo, nem o estádio onde será realizado. Isso é incomum. Normalmente, a CBF anuncia esses detalhes junto com a nomeação do árbitro. Será que o calendário está apertado? Será que há negociações com os clubes sobre a sede? A ausência dessas informações gera incerteza. Enquanto isso, os torcedores ficam no limbo. O segundo jogo, também não divulgado, deve acontecer em até 15 dias após o primeiro, conforme regulamento da competição. A Copa do Brasil, criada em 1989, é o torneio mais importante do Brasil por eliminatórias — 92 clubes entram na disputa, e só dois chegam à final. Não é uma decisão qualquer. É o ápice do ano.Por que Klein foi escolhido? O perfil do operador ideal
Operar o VAR não é só apertar botões. É entender o ritmo do jogo, saber quando intervir e quando deixar rolar. Klein, com 26 partidas da Série A nessa função, tem um histórico de precisão. Em média, ele participa de 3,5 revisões por jogo — um número dentro da média nacional. Mas o que diferencia um bom operador é a comunicação. Ele precisa ser claro, rápido e, acima de tudo, confiável. Em partidas de grande pressão, como esta, o árbitro de campo depende dele como se fosse um co-piloto. E se houver um erro? A culpa recai sobre a CBF. Por isso, a escolha de Klein parece ser estratégica: alguém com experiência, sem histórico de polêmicas, e que já operou em jogos com grande audiência. Mas a falta de clareza na divulgação é um risco. Afinal, quando o público acha que um árbitro vai apitar e ele só opera o VAR, a desconfiança cresce.Frequently Asked Questions
Por que há confusão entre o papel de Rafael Rodrigo Klein como árbitro e como operador do VAR?
A confusão surgiu porque o site Meu Timão usou o termo "apitar" de forma genérica, enquanto o Terra especificou que ele atuará como operador do VAR — função técnica diferente da de árbitro de campo. A CBF não corrigiu publicamente essa divergência, o que gerou mal-entendidos. Operar o VAR não é apitar: é analisar vídeos e recomendar decisões. Klein tem experiência nessa função, mas nunca foi árbitro principal em finais nacionais.
Qual a importância de um operador do VAR na final da Copa do Brasil?
Na final da Copa do Brasil, cada decisão pode definir o campeão. O VAR já anulou gols decisivos em finais anteriores — como em 2021, quando o Palmeiras venceu o Flamengo após uma revisão. O operador do VAR, como Klein, é o responsável por identificar erros de arbitragem em lances de gol, pênalti, cartões vermelhos e confusão de identidade. Sua precisão pode evitar polêmicas ou, se falhar, criar uma crise de credibilidade para a CBF.
Por que a CBF não divulgou a data e o estádio do jogo?
A CBF normalmente anuncia esses detalhes junto com a nomeação do árbitro. A ausência pode indicar negociações em andamento entre os clubes sobre a sede, ou problemas logísticos com o calendário. O Corinthians e o Vasco têm grandes torcidas, e a escolha do estádio envolve segurança, transporte e bilheteria. A falta de transparência gera desconfiança — e isso é o último que a CBF precisa nesse momento.
Quem mais pode ser escalado para o segundo jogo da final?
Normalmente, a CBF escolhe uma equipe diferente para o segundo jogo da final, para evitar acusações de parcialidade. Nomes como Danilo Manis, Bruno Arleu ou André Luiz de Oliveira são frequentemente citados como possíveis árbitros centrais. O operador do VAR também muda, e Klein provavelmente não repetirá a função no jogo de volta — a menos que a CBF decida manter a mesma equipe por conveniência técnica.